Pois é. O mundo da Psicologia tem destas coisas. Damos por nós a estudar o grande Ser Humano com todas as suas complexidades. Acabamos, sim senhora, por encontrar as suas notórias capacidades e ... eis que também nos esbarramos com o que é evidente e muitas vezes difícil de aceitar: a neglicência de ser Ser Humano.
"Ó barro bíblico
animado por vida que destróis
no outro e em ti!
Ó sopro divino - bondade -
que matas
guerreias
renegas
odeias
prostituis
prostituis-te
matas e matas-te
a ti - símio -
meu ancestral!
Ó selvagem
de cujo encéfalo jorra a ciência
a filosofia
a poesia...
e o sonho
e cujas garras afeiçoam
vénus-giocondas
pirâmides-templos
de Jerusalém!
Ó fera cruel sem coração
que te curvas a deuses
que afagas crianças
que estremeces-sorris
ao desabrochar da flor!
Ó homem
o que és tu?
quem és tu?"
Miguel Leitão
Friday, March 28, 2008
círculos (I)
E porque a vida parece andar em círculos de situações, emoções, dou por mim a pensar e terrivelmente a sentir estas palavras que acabam por aflorar o meu espírito de quando em vez.
"Também me aflige quando encontro os outros. Nunca sei quem são e nunca são os mesmos."
Thanks, M.
"Também me aflige quando encontro os outros. Nunca sei quem são e nunca são os mesmos."
Thanks, M.
Monday, March 24, 2008
Wake Up
O ano de 2007 já passou. Eu sei. Os últimos meses de 2007 foram marcados pela descoberta. A música de Arcade Fire tatuou de maneira sublime a minha existência mental e física. Essa trágica fase já passou. Eu sei. Mas de uma tragédia fica o sinal do renascimento. E o arrepio de prazer que eleva os pêlos de todo o corpo quando ouço Arcade Fire persiste.
Viva!
Viva!
Wednesday, March 19, 2008
Monday, March 17, 2008
Solitude
Laugh, and the world laughs with you;
Weep, and you weep alone.
For the sad old earth must borrow it´s mirth,
But has trouble enough of it´s own.
Sing, and the hills will answer;
Sigh, it is lost on the air.
The echoes bound to a joyful sound,
But skrink from voicing care.
Rejoice, and men will seek you;
Grieve, and they turn and go.
They want full measure of all your pleasure,
But they do not need your woe.
Be glad, and your friends are many;
Be sad, and you lose them all.
There are none to decline your nectared wine,
But alone you must drink life´s gall.
Feast, and your halls are crowded;
Fast, and the worl goes by.
Succeed and give, and it helps you live,
But no man can help you die.
There is room in the halls of pleasure
For a long and lordly train,
But one by one we must all file on
Through the narrow aisles of pain.
Ella Wheeler Wilcox (1850-1919)
Weep, and you weep alone.
For the sad old earth must borrow it´s mirth,
But has trouble enough of it´s own.
Sing, and the hills will answer;
Sigh, it is lost on the air.
The echoes bound to a joyful sound,
But skrink from voicing care.
Rejoice, and men will seek you;
Grieve, and they turn and go.
They want full measure of all your pleasure,
But they do not need your woe.
Be glad, and your friends are many;
Be sad, and you lose them all.
There are none to decline your nectared wine,
But alone you must drink life´s gall.
Feast, and your halls are crowded;
Fast, and the worl goes by.
Succeed and give, and it helps you live,
But no man can help you die.
There is room in the halls of pleasure
For a long and lordly train,
But one by one we must all file on
Through the narrow aisles of pain.
Ella Wheeler Wilcox (1850-1919)
Friday, March 14, 2008
Saturday, October 27, 2007
castanho
Tenho vontade de me lembrar de ti… imagino-te a vaguear pelas ruas da cidade que eu quero para mim, será que a terei um dia? Estar com ela um dia já seria tê-la para mim? Quero saber urgentemente o que é estar aí nessa cidade que me assombra o pensamento.
Lembro-me de ti quando morávamos na outra cidade que me assombra também o pensamento mas que não cabe na minha vida. Foste uma surpresa porque gostavas de mim, achavas-me a mais bonita de todas as que já tinhas visto – mesmo na minha cidade, dizias, não havia uma rapariga como eu… Gostava de te ouvir, como gosto de ouvir e de ver quando alguém se interessa por mim. Mas nunca quis estar perto de ti. Hoje, o meu pensamento corre até ti…não sei porquê. Imagino o teu rosto perfeito, o teu corpo que apetecia maravilhoso… e a tua arrogância. Não vou esquecer a tua arrogância, acredita! És demasiado parecido comigo e isso aterrorizou-me. Mas gostava de te ver, na cidade que construí na minha cabeça – tu e eu na rua que sonho, no apartamento que gostaria de entrar só para conhecer e depois poderia dormir descansada. Às vezes – quase sempre – penso que nasci no lugar errado do mundo. Tem de haver uma razão para estar neste lugar e não noutro qualquer. Quem precisa de mim? Serei eu a necessitar? Gostava de estar no lugar onde estás. Acho que até tenho saudades tuas. Das palavras? Será? Da adoração? Com certeza!! Tenho saudades dos teus olhos dos quais não me lembro de todo. Mas tenho saudades de te ver a olhar para mim com a certeza de que havia adoração. Tenho saudades… e quero outra vida!
Lembro-me de ti quando morávamos na outra cidade que me assombra também o pensamento mas que não cabe na minha vida. Foste uma surpresa porque gostavas de mim, achavas-me a mais bonita de todas as que já tinhas visto – mesmo na minha cidade, dizias, não havia uma rapariga como eu… Gostava de te ouvir, como gosto de ouvir e de ver quando alguém se interessa por mim. Mas nunca quis estar perto de ti. Hoje, o meu pensamento corre até ti…não sei porquê. Imagino o teu rosto perfeito, o teu corpo que apetecia maravilhoso… e a tua arrogância. Não vou esquecer a tua arrogância, acredita! És demasiado parecido comigo e isso aterrorizou-me. Mas gostava de te ver, na cidade que construí na minha cabeça – tu e eu na rua que sonho, no apartamento que gostaria de entrar só para conhecer e depois poderia dormir descansada. Às vezes – quase sempre – penso que nasci no lugar errado do mundo. Tem de haver uma razão para estar neste lugar e não noutro qualquer. Quem precisa de mim? Serei eu a necessitar? Gostava de estar no lugar onde estás. Acho que até tenho saudades tuas. Das palavras? Será? Da adoração? Com certeza!! Tenho saudades dos teus olhos dos quais não me lembro de todo. Mas tenho saudades de te ver a olhar para mim com a certeza de que havia adoração. Tenho saudades… e quero outra vida!
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